sábado, 28 de abril de 2012

Trovante


Início
O Trovante começou no Verão de 1976 em Sagres, quando um grupo de amigos (João Nuno Represas, Luís Represas, Manuel Faria, João Gil e Artur Costa) se juntou para fazer música. Em 1977 gravaram o seu primeiro disco Chão Nosso, com uma forte componente política aliada à música tradicional portuguesa. No ano seguinte lançaram Em Nome da Vida, um disco que os confirmou como um nome importante na música de intervenção da época.


Percurso
A partir de 1980 o grupo concentrou-se mais na vertente tradicional. Como resultado o disco Baile no Bosque, lançado em pleno boom do rock português, foi um enorme sucesso comercial. Em plena explosão do Rock em Portugal, os Trovante sobressaíam paralelamente. Para a história ficaram canções como Balada das Sete Saias e Outra Margem.
Fernando Júdice e António José Martins entraram para a banda que passou então a ter sete elementos. Um dos pontos de viragem da carreira da banda foi o concerto do Jornal Sete, que os tornou muitíssimo mais conhecidos.
Em 1983 o álbum Cais das Colinas, com o célebre tema Saudade contou com José Salgueiro mas não com João Nuno Represas que entretanto abandonou o grupo. Em 1984 lançaram 84, um disco que contém canções como Xácara das Bruxas Dançando e Travessa do Poço dos Negros. Nesse ano, foram escolhidos para encerrar a festa do Avante, tendo tocado para mais de 100.000 pessoas, espetáculo que, para além da música, oferecia uma "espectacular performance de lasers", uma novidade, à época.
Foram das primeiras bandas a reservar o Coliseu de Lisboa durante 3 dias seguidos (todos esgotados). A um dos concertos no Coliseu dos Recreios assistiu o então presidente da República, Mário Soares.
Em 1986 surgiu o álbum Sepes que deu continuidade a espetáculos de grande sucesso.
À sombra dos Trovante tinham, entretanto, surgido outros projetos como os Charanga com o disco Aguarela e Mafalda Veiga com Pássaros do Sul, podendo até falar-se no trovantismo e no pós-trovantismo, tal a importância que o grupo adquiriu.
O álbum Terra Firme com os temas Perdidamente (letra de Florbela Espanca) e 125 Azul foi já um trabalho assumidamente pop esbatendo as referências mais tradicionais. Em 1988 a banda arriscou uma superprodução no Campo Pequeno resultando num disco ao vivo que rapidamente chegou a disco de platina.
 
 

O fim e os regressos
Em 1990 o grupo editou o seu último trabalho de estúdio Um Destes Dias com o grande êxito Timor, que foi todavia mal recebido pela crítica. Os Trovante encetaram a sua última digressão antes da dissolução definitiva. Luís Represas e João Gil foram os mais bem-sucedidos nas posteriores carreiras ou, pelo menos, os que se mantiveram mais visíveis, tendo os restantes elementos optado por carreiras mais longe das luzes da ribalta.
A 12 de Maio de 1999, nas comemorações dos 25 anos da revolução de Abril de 1974, o Presidente da República Jorge Sampaio convidou os Trovante para se reunirem para um espetáculo, o qual resultou num disco duplo e numa emissão televisiva a partir do Parque das Nações.
Pela segunda vez desde a separação, atuaram juntos a 12 de Outubro de 2006, no Campo Pequeno, em Lisboa, a convite do Montepio Geral. Este espetáculo foi registado em DVD mas que foi lançado comercialmente.
A 22 de Maio de 2010, no segundo dia da edição desse ano do Rock In Rio Lisboa, destinado à comemoração dos 25 anos deste festival, os Trovante voltaram a reunir-se para atuar no Palco Mundo. Ainda antes do concerto, João Gil não descartou a possibilidade da banda se voltar a reunir no futuro.
A 3 de Setembro de 2011 os Trovante juntam-se de novo, na 35ª Festa do Avante para a comemoração de 35 anos de fundação da banda. Atuaram no Palco 25 de Abril.

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